A história que ninguém nunca contou sobre o Parque Estadual do Jaraguá!

Por Bruna Gramolelli

Com 1135 metros é o ponto mais alto da cidade de São Paulo. Já foi considerado sagrado pelos indígenas e um dos primeiros locais onde ocorreu mineração de aluvião no Brasil. Jaraguá, que em Tupi significa “Senhor do Vale” teve uma importância muito grande em nossa história!

Foto: Cassia Gonzales

Vamos voltar ao século XVI, época em que os bandeirantes desbravavam as matas em direção ao oeste, em busca de minerais preciosos. Em 1580 aproximadamente, Afonso Sardinha (“O Velho”) descobriu ouro num rio no sopé do morro e durante uma década travou várias batalhas com os indígenas locais, que não aceitavam a ocupação de um local sagrado. No fim, os portugueses acabaram ganhando e Afonso Sardinha construiu sua casa de taipa de pilão, que pode ser vista no parque, porém está cercada e futuramente tornará-se o museu da mineração.

O ouro era tão abundante que o Jaraguá ficou conhecido como “Peru do Brasil” e por esse motivo houve uma corrida do ouro e vários outros bandeirantes começaram explorar seu solo. Isso ocorreu até seu esgotamento no século XIX, quando o ciclo econômico de São Paulo estava mudando para o “ouro negro”, o café.

Na década de 40 a Fazenda Jaraguá passou a ser propriedade do Governo do Estado de São Paulo e na década de 60, foi criado o parque. Mesma data em que os Guaranis retornaram ao local e começaram a ocupação com apenas uma família e hoje são por volta de 900 indígenas.

No parque existem 3 trilhas, a do Silêncio, com aproximadamente 800 metros, a da Bica com 1,5 km e a do Pai Zé com 3,6 km ida e volta que leva até o topo do Jaraguá. A Trilha do Pai Zé tem esse nome por ter sido um caminho utilizado no século passado pelos frequentadores de um centro espírita em que um médium incorporava um espírito identificado como Pai Zé.

 

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